China Rica na Quinta Gaudéria (25/03/2010)


A Quinta Gaudéria é, sem sombra de dúvidas, um evento esquizofrênico: apesar de seu nome, já aconteceu em uma terça, em um sábado, esteve associada a um evento esportivo e agora, inaugurando uma nova linha editorial deste blog, serve de laboratório para experiências gastronômicas com pratos da culinária gaúcha.

Na noite de ontem, um seleto grupo de motoqueiros (ou motociclistas, como queiram) se fez presente no salão de festas do meu prédio para tomar um vinho – já que o verão oficialmente acabou – e experimentar um Arroz de China Rica, iguaria recorrente nas minhas apresentações ao fogão.

Reza  a lenda que, durante a Revolução Farroupilha, as chinas1 não tinham muito o que servir nas refeições e o arroz com linguiça, prato saboroso e de baixo custo, se tornou uma solução frequente para matar a fome da gauchada – daí a denominação Arroz de China Pobre.

Como o nobre leitor já deve ter percebido, o prato servido na QG foi uma corruptela do original, já que leva outros ingredientes além do arroz e da linguiça e por este motivo teve seu nome alterado para Arroz de China Rica. Para que você mesmo possa reproduzir em casa e tirar suas próprias conclusões, segue a receita para seis pessoas.

Ingredientes

  • 4 xícaras de arroz branco
  • 1 kg de linguiça (1/3 apimentada)
  • 2 cebolas grandes
  • 2 tomates
  • 100 g de azeitonas
  • 100 g de champignon
  • Meio copo de vinho tinto
  • Alho a gosto
  • Uma panela de ferro

Para tudo: panela de ferro é ingrediente?

Sim, é. Além das questões de saúde (está comprovado que o cozimento dos alimentos em panelas de ferro ajuda a combater a desnutrição), o resultado – que até pode agradar alguns paladares – é bem diferente se o Arroz de China for feito em uma panela de inox, por exemplo.

Modo de preparar

Frite a linguiça com o alho durante alguns minutos mexendo sem parar e, se achar adequado, retire o excesso de gordura que ficou depositado na panela; adicione a cebola e, logo em seguida, o tomate (ou massa de tomate), a azeitona, o champignon e o vinho. Em fogo baixo, deixe que os ingredientes cozinhem. Quando isso acontecer, adicione o arroz, misture bem e cubra com água: mantenha a panela fechada, o fogo baixo e espere até que reste pouca água na panela (não deixe secar completamente, pois o calor da panela de ferro continuará agindo por muito tempo, o que pode resultar na queima do arroz do fundo – o que não é de todo ruim se bem dosado). Na hora de servir, além de um bom vinho e pimentas variadas, ovo cozido picado e queijo ralado são bons acompanhamentos.

Bom proveito!

O começo: a linguiça

Tudo na panela

Acompanhamento do arroz de china

Pronto!

A hora da boia

Fim de festa

1 Definição genérica para companheira no Rio Grande do Sul.

Quinta Gaudéria (04/02/2010)


No final da tarde de ontem a Capital dos Gaúchos – recentemente apelidada de Forno Alegre por conta das altas temperaturas – foi assombrada por uma densa nuvem de chuva que rapidamente transformou o dia em noite; o temporal durou aproximadamente 1 hora mas não assustou os participantes da Quinta Gaudéria (a saber, o encontro semanal dos integrantes e amigos da Lista Shadow 600) que compareceram embarcados em suas motos.

Como já é de praxe, foi uma noite de revelações – mas duas delas merecem destaque: nosso anfitrião, detentor do título de porta-voz do grupo em função da sua conhecida eloquência, se mostrou um excelente assador (contrariando a expectativa de alguns faladores). Além disso, mais uma lenda foi agregada ao bonde do Sul – uma Harley-Davidson Heritage Softail Classic – e em breve terá sua intimidade exposta aqui no blog.

Por fim, quero registrar um sincero pedido de desculpas aos moradores do prédio do Landão por terem aguentado a bagunça zoeira esculhambação gritaria conversa no salão de festas até a meia-noite de ontem e a posterior sinfonia de Harleys no início da madrugada. Não acontecerá novamente (pelo menos nessa semana).

Porto Alegre (RS) após um temporal de fim de tarde

Lista Shadow 600

Norteña no gelo

Colete estradeiro

Geladas em fila

Proprietários de H-D

Quinta Gaudéria: Fabelho no RS (14/01/2010)


Parece que a minha reclamação na última Quinta Gaudéria de 2009 surtiu efeito, pois ainda nem chegamos ao meio de janeiro e já estamos na segunda edição da QG: a primeira, da qual não pude participar em função de compromissos familiares mas fui muito bem representado, comemorou a passagem do catarinense Xucrutz pela capital de todos os gaúchos; na noite de ontem, foi a vez de receber o paulista Fabelho acompanhado do casal de conterrâneos Henrique e Ester (que residem atualmente para cá do Mampituba).

No final da tarde, encostei a CB na Cia do Baurú e já encontrei um par de folgados gelando a goela – na tentativa de aplacar o calor inclemente do verão portoalegrense – e colocando a conversa em dia; me juntei a eles na prática do halterocopismo e não muito tempo depois chegaram, em suas motos, as visitas que aguardávamos. Antes mesmo que a conversa embalasse, eis que surge um conhecido motoqueiro malvadão em versão social: preciso dizer que, acostumado a ver os amigos envergando botas e jaquetas de couro, chega a ser estranho quando me deparo com a versão civil dos companheiros de estrada.

O divertido papo ao redor da mesa, com a zoeira bagunça gritaria chafurda elegância de sempre e como era de se esperar, entrou noite adentro dissecando os mais diversos assuntos – os quais, naturalmente, não posso revelar aqui (mas asseguro que só falamos mal de quem gostamos). Hoje, recuperado, me resta agradecer aos amigos pela visita e lembrar daquela célebre propaganda que usava o bordão “certas coisas não tem preço”: obrigado pela companhia e boa viagem!

Quinta Gaudéria - Foto 1

Quinta Gaudéria - Foto 2

Quinta Gaudéria - Foto 3

Quinta Gaudéria - Foto 4

Quinta Gaudéria - Foto 5

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