1000 quilômetros de Brasil, 1000 de Uruguai – Segundo dia (22/01/2009)


(Conforme relatei no artigo anterior, precisávamos buscar o passaporte de um dos integrantes da comitiva na loja da Ouro e Prata, já que ele havia sido colocado no ônibus em Porto Alegre na noite anterior, para que pudéssemos entrar no Uruguai).

Apesar de baleados pela Zillertal* na noite anterior, acordamos relativamente cedo e, logo após o café (que tentou achar espaço nas barrigas ainda ocupadas pela parrillada), saímos para cumprir os compromissos anteriores à entrada no Uruguai: abastecer as motos, localizar o passaporte perdido e passar pela inmigración em Rivera. Depois de muito rodar, conseguimos achar o documento e, já perto das 11h, realizar os trâmites de entrada: oficialmente no Uruguai, nos mandamos pela Ruta 5 com o firme propósito de chegarmos a Montevidéu ainda com a luz do dia.

O bom piso da Ruta 5 e o pouquíssimo trânsito colaboraram para que conseguíssemos chegar bem antes do fim da tarde em Montevidéu: praticamente uma linha reta, ela é pedagiada mas motos não pagam. Pelo caminho, muito cultivo de eucalipto e algumas cabeças de gado: a seca que aparentemente se abateu sobre a região deixou no chão as marcas do que outrora deveriam ser açudes e banhados.

A chegada a Montevidéu pela RN5 impressiona: o antes fraco trânsito dá lugar a pistas lotadas e o campo a perder de vista da calma paisagem é substituído por prédios de todos os tamanhos e idades: tocamos direto para o hotel, onde tomamos um banho para recuperar o corpo do longo período sob o forte sol de janeiro e rumamos a pé, pela Rambla República de Argentina (depois chamada de Rambla Gran Bretaña e por fim Rambla Francia), para o Mercado del Puerto. O fim de tarde estava cinematográfico e, impressionados com a beleza do lugar, nos misturamos aos turistas e moradores da região que caminhavam, andavam de bicicleta, fotografavam e até pescavam por ali.

Na chegada ao Mercado del Puerto, uma mistura de alegria e decepção: a parte interna, onde estão muitos dos bares, lojas e restaurantes, atualmente encerra suas atividades às 17h. Uma pena, já que eu tinha feito uma propaganda enorme do lugar aos que não o conheciam e eu mesmo estava com saudades da parrillada no balcão e de caminhar por entre os corredores calçados com pedras centenárias. Nos aboletamos então em um dos restaurantes da rua e comemos uma bela parrillada regada a Budweiser (eu sei, eu sei: Bud não é exatamente um produto típico da região, mas era o que havia para tomar). Poucas horas depois, voltamos ao hotel para o merecido descanso, pois os esqueletos já apresentavam os sinais dos mais de mil quilômetros percorridos.

Rota do segundo dia

Finalmente o passaporte perdido foi encontrado

Chegada a Tacuarembo

Parados na estrada debaixo de um sol de rachar

Rambla em Montevidéu

Parrillada no Mercado del Puerto

Dados do GPS do segundo dia de viagem

Mais fotos no álbum 1000 quilômetros de Brasil, 1000 de Uruguai – Segundo dia (22/01/2009).

*A  ótima cerveja Uruguaia Zillertal acabou injustamente apelidada de Zillersal, já que no dia seguinte não havia água que chegasse para seus consumidores (claro: se fosse bebida em menor quantidade não produziria esse resultado). Para falar a verdade, para alguns o problema começou já na madrugada: como as águas minerais que estavam no frigobar congelaram, um integrante da comitiva, desesperado por um gole d’água, pegou aquela congelada mesmo e a tascou na água quente da torneira do banheiro até que pudesse ser bebida.

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