Ainda a estreia do churrasqueiro na Morungava


Durante a motocada até a sede campestre do Sindicato da Grossura no último sábado, registrei alguns trechos da estrada e o impagável momento em que nosso assador oficial pratica a sua arte. Com vocês, a arte do churrasco!

Rota do Sol (27/06/2009)


Rota: Porto Alegre/Osório/Terra de Areia/São Francisco de Paula/Taquara/Gravataí/Porto Alegre

Distância percorrida: 360 km

Dirija com seriedade.

Essa frase, que mais parece um slogan de campanha pela paz no trânsito, estava grafada no para-choque de um caminhão (com placas do RJ) que trafegava hoje pela manhã na BR-290 quando rumávamos, eu e o Avélinho, para a Rota do Sol: por conta dela, acabei fazendo uma projeção desse cenário, onde todos usam o indicador de direção, só buzinam quando necessário, respeitam a sinalização e os outros motoristas, etc etc. Quem sabe um dia?

O primeiro sábado do inverno (que deveria ser de sol, pelo menos segundo a previsão do tempo) amanheceu nublado e assim se manteve ao longo do dia: em algumas localidades mais altas por onde rodamos (como a região de Cambará) a estrada simplesmente sumiu debaixo de um forte nevoeiro. Desnecessário dizer que a sensação térmica estava para lá de desconfortável, apesar do termômetro da moto indicar razoáveis 10 graus; o mesmo frio, entretanto, fez a bela cidade de São Francisco de Paula ficar tomada pelo perfume de nó de pinho na lareira e pinhão cozido.

Conforme eu havia comentado no artigo 1º Moto Chuleio (20/06/2009), o trecho da BR-101 entre Osório e Morro Alto está em grande parte duplicado; mais ao norte, entretanto, há muitos desvios e piso deformado, exigindo cautela e baixa velocidade dos usuários: em Terra de Areia, o acesso à Rota do Sol está mal sinalizado e não conseguimos identificar a forma de mudar de rodovia (da BR-101 para a RS-486) para quem transita no sentido sul/norte. Além deste, apenas o segmento da RS-020 entre o acesso da Rota do Sol e São Francisco de Paula exige atenção (especialmente por parte dos motociclistas) em função dos buracos no asfalto.

Mais Rota do Sol aqui no Diário de Bordo:

Motos no acostamento da Rota do Sol

Viadutos de acesso aos túneis da Rota do Sol

Entrada de um dos túneis da Rota do Sol

Pichação em um dos túneis da Rota do Sol

Ligação entre os túneis da Rota do Sol

Rumo aos Campos de Cima da Serra (08/04/2009)


Rota: Porto Alegre/Osório/Santo Antônio da Patrulha/Taquara/Porto Alegre

Distância percorrida: 270 km

Um dos principais caminhos para quem está em Porto Alegre e Região Metropolitana e se dirige aos Campos de Cima da Serra (como é denominada a área do Rio Grande do Sul que abrange São Francisco de Paula, Cambará do Sul, São José dos Ausentes, etc), a RS-020 é uma rodovia estadual que liga a RS-030 (em Gravataí) à BR-285, próximo a São José dos Ausentes, em um total de 207 km.

A partir de Porto Alegre, a chegada até a RS-020 depende da passagem pela RS-118 (ao menos pelo caminho mais fácil), rodovia que está com o piso em péssimas condições como é possível ver nas fotos abaixo (repare no estado do acostamento e nas deformações da pista): a julgar pelo andamento das obras de reforma e duplicação, ainda será necessário aguardar um bom tempo para que seja possível transitar entre Gravataí e Sapucaia do Sul com segurança (em meados de 2007 a previsão de conclusão era o segundo semestre de 2008). Ao sair da RS-118 e acessar a RS-020, entretanto, o cenário encontrado é outro: o asfalto está em boas condições e, apesar de demandar uma certa atenção do usuário – tanto por ser uma zona urbana em alguns segmentos quanto pela falta de acostamento em outros -, a tranquilidade do passeio é garantida (se não for necessário parar, especialmente no trecho entre Taquara e São Francisco de Paula).

A parte da RS-020 (adiante de Cambará do Sul) que ainda resta sem pavimentação não é recomendável para motos que não sejam big-trails; mesmo utilizando uma destas, é nessário rodar com cautela em função do piso rochoso: uma batida com o cárter (ou outra parte sensível qualquer) nas muitas pedras da estrada e a viagem chega ao fim. Em 2006 cruzei este trecho (e o da BR-285) indo em direção a São José dos Ausentes, onde pernoitei para no dia seguinte cruzar a fronteira RS/SC pela estrada que liga Bom Jesus (RS) a São Joaquim (SC). As paisagens da região são cinematográficas – morros, rios, plantações de eucalipto -, mas é preciso estar preparado para qualquer emergência: pelo menos à época, não havia sequer sinal de celular por aquelas bandas e por muito quilômetros não se vê viva alma.

Mais informações:

RS-118

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