Ainda o aniversário do SombreroS


Conforme eu havia comentado no artigo sobre o aniversário do SombreroS, o show da banda AC/DC Forever foi sensacional e teria valido a pena sair de Porto Alegre (RS) só para a noite de sábado. Para que os amigos leitores tenham uma boa ideia do que foi o show, segue o registro de duas músicas, Back in black e Jailbreak (com o áudio original, meia-boca, captado pela câmera), e da animação da galera.

Jailbreak, let me out of here!

SombreroS – 9 anos nas estradas (26 a 29/08/2011)


No começo da manhã do dia 27 de agosto do ano passado, coloquei a Fat na estrada rumo a Limeira (SP), onde o pessoal do SombreroS havia preparado uma festança que duraria 3 dias para comemorar o seu aniversário de 8 anos. Para o meu azar, no caminho havia um parafuso e um rolamento quebrado, o que me fez voltar para casa antes de chegar ao Paraná; este ano, sem tempo para rodar até lá, me bandeei de avião e lavei a égua: fui um dos primeiros a chegar e um dos últimos a sair.

Durante o tranquilo voo até Campinas, mal deu tempo de assistir dois ou três episódios de That Metal Show e Viracopos estava à frente – mas com uma grande diferença: saí daqui debaixo de chuva, evento recorrente neste agosto gaúcho, e cheguei lá com o mesmo tempo seco que durou 3 dias. Meu parceiro nessa indiada, por outro lado, perdeu o voo (não é à toa que o apelido do cara é Ogro) mas chegou a tempo de encontrar a carne no fogo. Na primeira noite da festa, o que era uma passagem de som virou um show e até o Eddie, mascote do Iron Maiden, apareceu; madrugada adentro, velhos e novos amigos tomaram todas à beira da piscina até o sol raiar.

O sábado amanheceu ensolarado, mas eu acordei com o cérebro solto dentro da cabeça e ele assim continuou até as 11h, quando a primeira cerveja gelada foi aberta e a diversão recomeçou: os longos papos, as partidas de fliperama, o cheiro de óleo 2 tempos vindo de uma lambreta originalíssima e o encontro com os amigos que não paravam de chegar para a festa preparavam o espírito de todos para a noite temática – Woodstock! – que começou com um show inenarrável da AC/DC Cover; além dela, teve mais rock com a Banda Nitrox, novamente a presença do Eddie e muita festa por todos os lados até o sol dar as caras.

Talvez em outros aniversários o domingo seja de rescaldo, contagem de mortos e feridos, mas não nesse: novamente às 11h a primeira cerveja gelada foi aberta e o churrasco durou a tarde toda, com crianças, adolescentes e adultos aproveitando o belo dia que sol que encerrou o aniversário de 9 anos do SombreroS. Passei o voo de volta fazendo um balanço da festa e do papel dos amigos na vida de qualquer pessoa; a conclusão, óbvia, é que um evento desses não tem preço e seguramente todos voltaram para suas casas rejuvenescidos e descansados, prontos para encarar a batalha do dia-a-dia.

Parabéns e obrigado pelo festão, Sombrerada: tudo estava nota 10 e a quantidade de amigos que vieram de todos os lados dispensam maiores explicações. Que venha o aniversário de 10 anos com mais uma festa de arromba. Só os fortes sobrevivem.

VIII Aniversário do SombreroS (27/08/2010)


Não há dúvida que viagens de moto exigem de uma certa organização e que quanto mais longa, mais detalhes precisam ser acertados; o que me mata, a bem da verdade, é a espera: os ajustes da motocada para o aniversário do SombreroS (em Limeira, São Paulo) começaram há cerca de um mês e de lá até a data da partida tive a impressão que o relógio andou mais devagar que o normal… Mas finalmente o dia chegou. Já para a estrada!

Fazia alguns dias que o tempo no Rio Grande do Sul andava fechado e a expectativa para a sexta 27, data da partida, era chuva e mais chuva – apesar do tempo bom, segundo a meteorologia, nos esperar no destino. Como tudo se resolve colocando a moto na estrada, fizemos isso (eu, Landão e Tara: os demais gaúchos, Diabolin, Daisson e Russo, saíram na quinta 26) e logo nada mais incomodava, apesar da chuva que caía sobre Porto Alegre (RS) às seis da matina e doía no lombo.

Até Torres (RS) o cenário foi praticamente o mesmo, mas dali para frente o sol apareceu e com a estrada seca, longos trechos da BR-101 com a pista duplicada, rock no mp3 player e a capa de chuva nos alforges (onde é o lugar dela), parecia que a motocada seria tranquila.

Parecia.

Adiante de Criciúma (SC), comecei a perceber uma vibração estranha na Fat: passei a prestar atenção no comportamento da moto e em uma ultrapassagem a roda traseira deu uma escorregada forte sem nada – água, óleo, etc – que justificasse. Ato contínuo ao escorregão, parei a moto no acostamento e um ruído semelhante a um moedor de carne cheio de parafusos me fez começar a pensar na causa daquilo. Motor? Primária? Coroa? Desci da moto e com ela desligada comecei a movimentá-la para tentar descobrir o motivo da barulheira; cinco segundos depois, para do meu lado um ciclista nitidamente alterado pelo álcool e sentencia:

- Óóóóóó, é no motor. Deu defeito. Tem uma oficina ali na frente. Sabe?

Eu não me lembro exatamente o que respondi, mas o fato é que, rodando devagar, o barulho sumia mas a roda traseira parecia solta. Depois de arrastar a moto até um posto de gasolina, apareceu o causador do susto: o rolamento da roda traseira. Fiz algumas ligações e decidi acionar o seguro e voltar de guincho para casa, o que me pareceu ser o mais sensato – ainda mais quando descobri que o pneu traseiro havia sido furado por um parafuso inacreditavelmente grande. Encerrou-se ali, a pouco mais de 300 km de casa, uma esperada motocada de 2.600 km.

Visto de fora, parecia um pequeno parafuso

Vilões: o rolamento quebrado e o parafuso que furou o pneu

Deixo registrado o meu agradecimento aos amigos que ligaram oferecendo ajuda e os parabéns aos integrantes do SombreroS pelo aniversário: a intenção era cumprimentá-los pessoalmente, mas não foi possível. Fica para o próximo ano.

Abraços a todos!

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