Concorrente direta da Suzuki DL1000 V-Strom na categoria das big-trails, a Varadero desembarcou oficialmente no Brasil apenas no ano passado, apesar de já existir na Europa desde o final da década de 1990; em meados deste ano, o modelo 2008 chegou nas lojas vestido de laranja com preto ou preto com cinza.
Recheada de tecnologia, a Varadero oferece a segurança do ABS (Anti-lock Brake System) e do DCBS (Dual Combined Brake System): este último, apresentado na Honda CBR 1000F 1992 (a “Hurricane”, que precedeu a Honda CBR1100XX Super Black Bird) é utilizado para que a distância de frenagem seja a menor possível. Como toda inovação, o DCBS recebeu aplausos e críticas: segundo alguns proprietários, o comportamento da moto não é previsível – especialmente nas entradas de curvas, quando o uso do freio dianteiro é bastante intenso – justamente porque o acionamento de um dos freios faz com que o outro também o seja.
Mesmo ao lado de outras motocicletas de maior cilindrada, o porte dessa 1000 impressiona: o motor V2 em L de 996 cm³ possui injeção eletrônica, câmbio de seis marchas e entrega 95 cv a 7.500 rpm e 9,9 kgf/m a 6.000 rpm. Os 241 kg a seco (mais os eventuais 25 litros do tanque, óleo, líquido de arrefecimento, condutor, garupa, bagagem, etc) estão equilibrados sobre pneus 110/80–19 na dianteira e 150/70–17 na traseira; no controle de tudo, fica o piloto (protegido por um pára-brisa com variação de 40 mm na altura) no confortável assento a 840 mm do solo.
Segundo o proprietário da laranjona abaixo – El GDM, que a batizou de “Galáxia” -, o motorzão de quase 1 litro bebe pouco na estrada: em viagem recente, rodando sempre entre 120 e 130 km/h, a média foi de aproximadamente 16 km/l – o que permite que sejam percorridos pelo menos 400 km a cada tanque de combustível.
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