Yamaha XTZ 250 Ténéré 2011


Depois de muito suspense, finalmente confirmou-se o renascimento do emblemático nome Ténéré no Brasil: em pouco tempo estará disponível nas concessionárias Yamaha a integrante quarto de litro da família que nasceu no deserto. Como seguramente a marca dos diapasões sabe do peso desse nome por estas bandas, é de se imaginar que uma versão de média cilindrada também aporte em breve  e – quem sabe? – também a XT1200Z Super Ténéré (que na europa concorre e custa tanto quanto uma BMW R1200GS e certamente apressaria a volta da Suzuki DL1000 V-Strom ao nosso mercado). Sonhar não custa nada.

Mais informações:

Yamaha Ténéré 250 2011

Yamaha Ténéré 250 2011 - Especificações técnicas

[Imagens: divulgação]

Yamaha Star Stryker 2011


O terreno das motos estradeiras é um campo minado: se por um lado alguns proprietários de Harley-Davidson alegam que a marca de suas motocicletas é a fabricante das verdadeiras customs, por outro os que possuem japonesas acusam a marca de Milwaukee de não evoluir suas máquinas. No meio dessa discussão, a H-D segue apostando na tradição e os demais fabricantes lançam no mercado, ano após ano, suas novidades: a mais recente (disponível no mercado estadunidense) é a Yamaha Star Stryker.

Quando vi as imagens da Stryker pela primeira vez, imediatamente me veio à mente a Honda Fury, motocicleta lançada há pouco mais de um ano no mercado europeu. Inspiração? Cópia? Vá saber. Seguramente o que a marca das asas douradas e a dos diapasões perceberam foi uma lacuna no mercado e estão tratando de preenchê-la antes que alguém o faça.

Empurrada por um propulsor de 1.304 cc v-twin refrigerado à água, a Stryker possui pneus 120/70-21 na dianteira e 210/40-18 na traseira, assento posicionado a 660 mm do solo, transmissão final por correia dentada, freios a disco, peso de 293 kg em ordem de mercha, câmbio de 5 velocidades e tanque de combustível com capacidade para 15 litros. O preço sugerido (lá na terra do Obama, claro)  é de US$ 10.999 (Raven) e US$ 11.240 (Impact Blue ou Reddish Copper).

Fica a pergunta de sempre: veremos essa máquina por aqui?

[Fotos e vídeo: divulgação]

Yamaha MT-01


Há poucas semanas ganhamos mais um companheiro para as motocadas que frequentemente realizamos e ele chegou montado numa monstra (ano 2008) chamada Yamaha MT-01: entre outros efeitos, ela gera uma sucessão de pescoços torcidos por onde passa e em cada parada é preciso falar sobre a moto com os muitos interessados na potência, na velocidade máxima, no conforto e daí por diante.

Apresentada originalmente como um conceito no Tokyo Motor Show de 1999, a MT-01 só começou a ser produzida em 2005 e, desde então, suas credenciais impressionam o mundo das duas rodas: derivado da Yamaha Warrior XV1700, o propulsor de dois cilindros em V (duas velas em cada um) de exatas 1.670 cc da MT gera assombrosos 15,3 kgf/m de torque a 3.750 rpm e 90 cv de potência a 4.750 rpm.

Vou reforçar:

Ela gera um torque de 15,3 kgf/m!

Como era de se esperar, os pneus dessa usina de força são robustos – 120/70-17 na dianteira e 190/50-17 na traseira – e ela possui câmbio de 5 velocidades, tanque de combustível de 15 litros, assento posicionado a 825 mm do solo, transmissão final por corrente, distância mínima do solo de 145 mm e peso seco de 243 kg. Ao contrário do que os números possam sugerir, o consumo é adequado para uma moto desse porte – entre 18 e 19 km/l mesmo antes de completar o amaciamento do motor – e o seguro, pouco menos de R$ 2.000, não pode ser considerado exorbitante.

No comando da bruta

Pilotar essa Yamaha foi uma grata surpresa: por mais que eu esperasse por respostas do motor em qualquer faixa de rotação, jamais imaginei que nas trocas de marcha fosse necessário segurar o guidão com força para não ficar para trás – e isso não se traduz em dificuldade ao pilotar, bem pelo contrário. Além disso, outro aspecto surpreendente é a facilidade de mudar de direção, apesar do encaixe das pernas no tanque ser parcial em função da área disponível. Os freios herdados da Yamaha R1 cumprem com folga seu papel, a vibração do motor não chega a ser um incômodo e a posição de pilotagem é bastante confortável (o garupa, por outro lado, sofre com as pedaleiras demasiadamente altas). Maneável e nervosa, a MT-01 é a própria definição do termo roadster.

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