Gostaria, antes de tudo, agradecer ao grande amigo Pirex por abrir o espaço para a minha historia em seu blog o qual considero uns dos melhores no assunto sobre viagens envolvendo motociclismo.
Coincidência ou não, estive em Viena na Áustria justamente na semana que ocorreu o “Vienna Harley-Davidson Parade 2010” e semelhante a historia do “O Flautista de Manto Malhado em Hamelin” (Robert Browning), fiquei encantado pelo ronco de um grupo de uns 15 motociclistas com suas HDs que passeavam por uma das ruas principais de Viena e desejei, nem que custasse a minha vida, ir atrás do local do encontro que posteriormente vi anunciado em um outdoor.
A missão não foi tão simples assim, pois eu estava com este propósito certo para mim mas como falar para a minha recém esposa, pessoa qual depositou em mim seu futuro prospero e cheio de filhos, que justamente na nossa “lua de mel” eu iria num encontro de motociclistas (!?!). Fiquei por 2 dias pensando numa forma de “encaixar” essa tarefa contudo o tempo também não estava ajudando pois estava uma chuva fina e fria incessante que nos obrigava a ficar nos cafés “Aida” ou entrando e saindo de lojas que somente nos permitiam olhar (Mont Blanc, Gucci, D&G, Prada, etc.).
Mas como por milagre na ultima noite que estávamos em Viena (sexta, 14 de maio), e partiríamos para Veneza à tarde do dia seguinte, a chuva cessou e a lua mostrou sua face iluminada. Pensei: “e’ hoje à noite”. Contudo havia uma apresentação ao ar livre de uma opera ou ballet (não consigo nem saber o que era pois meus pensamentos estavam longe dali e somente o som do AC/DC que eu conseguiria poderia identificar naquele momento) o qual minha recém esposa havia já se programado para assistir. Não foi desta vez ainda.
Bom, detalhes a parte, e amanheceu o sábado com um sol tímido mas sem chuva, e logo começou a esquentar, e acordei muito cedo já deixando algumas malas prontas para o check-out que seria ao meio-dia e sorrateiramente eu partir para o café da manha, contudo minha esposa, até então, acordou com o click da maçaneta ao eu tentar abrir a porta como um Cérberus adormecido que cuidava das minhas atitudes em surdina. Mas, como por benção divina, ela disse que ficaria no hotel pela manhã para “arrumar as malas” e se aprontar para o próximo destino e que eu poderia sair se quisesse para dar uma ultima volta pela cidade.
Então como um vídeo em FlashForward tive a visão da oportunidade que seguia e delicadamente disse a ela: “Eu vou dar uma olhada naquele ‘negocio de motos’ mas não demoro”. Sonolenta me respondeu: “Tudo bem meu amor, mas não demore…” e com carinho respondi: “Não se preocupe, amor, não demoro” e sai calmamente sem fazer barulho com medo que ela, entorpecida por seu sono matinal, acordasse e se arrependesse de ter acolhido meu pedido.
Sai em disparate por Viena com o passe de metro numa mão e um mapa do metro da cidade noutra, e procurei o primeiro anuncio do qual estava o local do evento, no Stadium de Viena, o qual também dá o nome a uma estação de metro. Então como uma única tentativa, um tiro único, não me preocupei em confirmar o local (ate mesmo porque como e pra quem eu iria perguntar em alemão se o encontro era realmente perto da dita estação de metro) e sai em direção daquela estação, efetuando 3 conexões do local onde eu estava. Caminhava pelas estações no sobe desce de escadas rolantes como se fosse um cidadão residente há anos, com a seqüência memorizada paradas das estações e linhas que deveria embarcar e desembarcar.
E lá estava eu, bem ao lado da estação Stadum, e uma longa bandeira da Harley-Davidson anunciava o local. Era cedo, 10 da manha, e muitos começavam a chegar, e outros acordavam com um café da manha acompanhando com pão e salsichas servidos tipicamente na região, e alguns acredito que não haviam dormido e iniciava o dia com uma cerveja a mão. E caminhando entre as tendas chegando próximo aos palcos percebi que “as pedras rolaram” e muito…
Conversei com algumas pessoas (revendedores, customizadores e outras mais interessantes…) e inclusive pude ter a oportunidade de dar uma volta numa 883 customizada e parece que o tempo parou para mim, contudo não parou para a minha esposa e para o resto do mundo!
Quando dei por mim, se passava e muito do meio-dia e acordei deste sonho e lembrei que do check-out do hotel e o horário para seguir viagem. Sai da mesma maneira que cheguei, em disparate, mas com uma sensação de algo a mais totalmente inesperado ocorreu.
Resumindo: minha recém esposa teve que descer com todas as malas para fazer o check-out e a encontrei sentada na recepção com um olhar frio e ameaçador…
Bom amigos, daqui pra frente é outra historia que um dia contarei pessoalmente em um encontro que pudermos realizar juntos. Um abraço a todos.
Voy





































Eu é que agradeço pelo material, Voy. Nota 10.
Grande abraço!
Hêhêhêhê…
Elas não são fraca não…
Mas como são recem casados, tudo passa
mais rápido do que quem já vem concivendo
junto a muito mais tempo 35 anos, heheheh…
Mas manda a outra, manda…
Abraços
XuKruTZ
sua mulher por acaso tb já leu esse relato aqui?
bom.. na minha experiencia… mesmo as patricinhas podem ser convertidas à motoqueiras malvadas… com o toque certo.
“amor, quero te dar um presente – uma roupa de marca!”
(ela fica faceira)
“é, querido? o quê?”
(uma jaqueta, ja na caixa – nao esqueca que a caixa tem que ser bonita e bem ajeitada)
“toma, veste”
“nossa, querido.. Harley Davidson… que estranho.. para que?”
“para combinar com o capacete novo que ganhei com a moto que acabei de comprar!!!!”
Rava
convertendo princesinhas em Valkirias/Boudiccas/Joannas d’Arc desde 1997
Parabéns pelo passeio, pelas fotos e pelo casório
!
Gostei da histórinha da jaqueta acima contada pelo Rava…muito bom, vou começar a aplicar
abraços.
Eu estou tentando aplicar a teoria do Rava há bastante tempo, Roger, mas os resultados – pelo menos por enquanto – são insatisfatórios. Sigo na luta.
Abraços!
Grande Voiceik. Belas fotos e uma história 99% verdadeira – confessa que tu curtiu mesmo foi aquela ópera/ballet ao luar. Hehehe. No mais, ficamos aguardando o encontro com o amigo para ouvir as outras histórias. Ah, não anotaste o telefoene do cara que estava vendendo aquela moto por 62.000 euros?
Aquela moto não me interessou nem um pouco, Landão: por um preço tão baixo, alguma coisa deve estar errada… Vazando óleo, talvez?
Abraço!